Bosie, um aspirante a escritor
Agraciado pela AndorinhaManifestação do amor
Que Oscar Wilde sentia
Por violenta dor
Que sua alma remexia
Oferecer louvor
A algo em desvalia
Retirar do torpor
Alguém que não merecia
Mais um personagem da tragédia
Do desmembramento moral
De uma alma inquieta
Que não pode ser igual
Numa busca incerta
Afunda em lamaçal
Afunda em lamaçal
A tentativa de ser completa
Comportando o bem e o mal
Fora de toda regra
Em declínio fatal
Abre-se o diário de bordo da carceragem
Mente livre e o corpo preso
Sem movimentos nesta viagem
Em declínio fatal
Abre-se o diário de bordo da carceragem
Mente livre e o corpo preso
Sem movimentos nesta viagem
A cela e o sossego
E a alma em pilhagem
Necessário descarrego
Enquanto o Príncipe na cidade
Descompôe-se entre o medo
De não ter felicidade
Se a miséria não tiver jeito
E assim o Príncipe morria também
E foi jogado ao lixo a mando do prefeito
Quando perde tudo que se tem
E já não há mais jeito
Da crueldade é refém
A exclusão é seu leito
E nada mais detém
O abismo em seu peito
O descarrilar deste trem
Que a vida corta ao meio
Iremos então ao primeiro círculo
Onde estão os que, o mal não praticaram
Onde os que são punidos
Na escolha do bem relaxaram
Carregam como castigo
Bandeiras que deserdaram
Os frouxos e os tíbios
Que da dor carregaram
Seus talentos perdidos
Que os deuses lhe reservaram
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